1800
Nasce no Embaú Joaquina
Fortunata Nascimento. Funda-se um aldeamento de índios Puris capturados em
nossa região e catequizados. A sesmaria dos índios conforme consta na “Carta de
Sesmaria e Posse” de 12 de Fevereiro de 1801 tinha como limites laterais os
Rios das Cruzes e o Rio Entupido.
1815
(ou antes) Primeiro casamento de Dona Fortunata
Joaquina do Nascimento com Joaquim Ferreira da Silva. O soldado Joaquim
Ferreira da Silva consta da relação Nominal dos Participantes da Expedição no
21º Batalhão de Infantaria (Trecho Rio Nioac/Laguna/Porto Canuto) Guerra do
Paraguai, em 1867. Seria o 1º. Marido de D. Fortunata ?
1829
Nasce em Queluz Manoel de Freitas Novaes.
1833
Joaquim
Ferreira da Silva compra terras próximas ao Rio Jacu.
1837Inventário
e Partilha de Cap. Joaquim Ferreira da Silva.
1840 Segundo
casamento de Dona Fortunata, a com o Cap. Antonio Dias Telles de Castro.
1841
Data em que pela primeira vez
aparece o nome da Fazenda como Boa Vista, construída por seu marido. O Cap. A.
D. Telles de Castro compra a parte do herdeiro Manoel Dias de Vasconcelos.
1844
Protesto de invasão de terras da Fazenda Boa
Vista.
1846
O Cap.Telles de Castro compra
terras próximas ao Córrego da Onça.
1850O Cap. Telles compra terras no
Passa Vinte.
1852
Manoel de Freitas Novaes
compra terras “Barbosa” no Rio Jacu.
1853 Novo
protesto de invasão de terras na Fazenda Boa Vista, ao Juiz Municipal de
Lorena. Morre Cap. Telles de Castro.
1854
Dona
Fortunata passa procuração solicitando a permanência de alguns escravos em sua
meação.- Provável inventário de seu marido -. Correspondência de seu Procurador
informando a compra de uma escrava Inácia, e que os escravos foram arrematados
a bom preço e a boiada não.
1856
Dona Fortunata contesta a
divisão feita na Fazenda Boa Vista.
1864
Manoel de Freitas Novaes vende
uma casa ao Sr. Henrique José Novaes, por 400$000 réis.
1865 Casamento do Alferes Manoel de
Freitas Novaes com Dona Fortunata Joaquina, na Capela Interna da Fazenda Boa
Vista.
1868
Promoção
do Alferes para Major Comandante do Esquadrão e Cavalaria nº 5 – Guarda
Nacional.
1871Criação
do Município Vila Nova Conceição do Cruzeiro – Com sede no Embaú. Segundo Pedro
Gussen em 8 de fevereiro de 1871, por solicitação dos moradores, os Deputados
Rodrigues de Azevedo e Venâncio Aires apresentaram na Assembléia Legislativa
Provincial de São Paulo o Projeto de Lei nº 17 elevando a Freguesia a Município
com o nome de Vila da Conceição do Cruzeiro. O nome Cruzeiro justificava-se
pelo cruzamento das estradas de Lorena a Pinheiros e da que partia do Litoral
para Minas Gerais, formando no Embaú uma sugestiva Cruz. O projeto foi aprovado
e transformado na Lei nº 8 de 06 de março de 1871, assinada pelo Presidente da
Província Dr. Antonio da Costa Pinto Silva.
1872O Major Novaes recebe “parte
da herança” de sua mãe Dona Clara de Freitas Novaes. Primeira Eleição do
Município de Cruzeiro em 07 de Setembro de 1872.
1873
Ação de liberdade da escrava
Rita. Tobias de Freitas Novaes e Ana Rosa Novaes movem Ação contra seu irmão
Major Novaes. Major Novaes solicita ao Juiz Municipal transferência do local da
audiência com seu irmão. Pede o não prosseguimento da causa por achar-se em
harmonia com os autores – Irmão e Cunhada -.
1874 O Major Novaes e Tobias de
Freitas Novaes avisam ao Juiz Municipal, que chegaram a um acordo convencional
e nomearam um Juiz Árbitro - João Ferreira de Mello Nogueira. Pedido do Major
Novaes ao Juiz Municipal para advogar sua causa, pois seis advogados foram
impedidos.
1875 Chegou a Cruzeiro o Engenheiro
Herbert E. Hunt que percorreu e examinou a região, definindo o traçado da
futura ferrovia que atravessando a Serra da Mantiqueira chegaria a Três
Corações. Inauguração do trecho Ferroviário Lavrinhas/Cachoeira-SP da Estrada
de Ferro D. Pedro II. Major Novaes, entre outros, foi escolhido para agenciar
assinaturas para o Monumento Nacional do Ipiranga.
1876Major
Novaes é eleito Vereador e Membro da Comissão Especial para verificação de
contas. Toma posse no dia 01.10 juntamente com os Juizes de Paz.
1877 Major Novaes pede votos
através e Panfletos para um Assento na Representação Provincial, que não
conseguiu.
1878
Criado o quarteirão Boa Vista.
Aberta a Estação Provisória (do Cruzeiro) para atender aos interesses da
produção agrícola de alguns fazendeiros da região, sendo os mais importantes o
Major Novaes e o Conde Moreira Lima. A pequena Estação ou “Parada”
localizava-se na Travessa das Palmeiras, atualmente Rua Cap. Otávio Ramos,
entre as Antigas Ruas 1 – Rodrigues Alves e a Rua 2 - Engº Antonio Penido.
1880 Cruzeiro
O Cartório de Lorena expede
certidão declarando que a Fazenda Boa Vista encontra-se medida e demarcada.
1881
DATA
DA FUNDAÇÃO DE CRUZEIRO.....21.04.1881 segundo Pedro
Gussen...............Chegaram os engenheiros ingleses da Waring Brothers
contratados pela The Minas and Rio Railway e supervisionados pelo Engº Herbert
Hunt. Iniciada a colocação de trilhos da Estrada de Ferro “Minas and Rio” e
construção de seus prédios: Oficinas, Diretoria, Escritórios, Almoxarifado.
Tobias de Freitas Novaes da Fazenda do Lopes, divisa com a Fazenda Boa Vista
comunica o desaparecimento das marcas de divisa. Solicita ao Juiz para que cite
o Major Novaes para audiência da Ação movida por Tobias Novaes.
1882 Auto
de Inventário dos bens de Dona Fortunata – Constam 35 escravos. O Imperador D.
Pedro II visita as obras de início da construção do Túnel Grande da Serra da
Mantiqueira, pernoitando na residência dos Engenheiros no Morro dos Ingleses.
Assistiram a missa na manhã do dia seguinte, às 8 horas, na Capela Santa
Fortunata partindo rumo ao alto da Serra em visita às obras em andamento.
Estiveram presentes D. Pedro II, a Imperatriz D. Tereza Cristina, a Princesa
Isabel, o Conde D’Eu, o Visconde de Ouro Preto, o Dr. Afonso Pena, o Major
Novaes e outros.
1883O Major Novaes é eleito pela
primeira vez Presidente da Câmara Municipal. Inauguração do Túnel Grande da
Serra da Mantiqueira. Criada a 1º Sociedade Musical da cidade, Sociedade
Musical Sete de Setembro.
1884 Autos
de Apelação Civil entre Manoel de Freitas Novaes e a Cia. Minas and Rio Railaway. A ferrovia alcança Três Corações – 170 quilômetros
do ponto da base, do povoado a Estação do Cruzeiro. É inaugurada a Estação
Ferroviária de Cruzeiro. D. Pedro II e sua esposa, acompanhados de várias
figuras ilustres percorrem a estrada recém-aberta ao tráfego indo pernoitar em
Três Corações, ponto final da linha. É criada a sub-delegacia de Polícia da
Estação do Cruzeiro e Cadeia Pública, a Av. Major Novaes esquina com a Rua
Jorge Tibiriçá (havia apenas esta casa no local) e duas escolas públicas
conforme Lei Provincial nº 8 de Fevereiro de 84. Os primeiros professores foram
Luiz Bittencourt e Albertina de Azevedo Castilho.
1885 Tobias
de Freitas Novaes e esposa, proprietários da Fazenda do Lopes denunciam invasão
de suas terras. Nova intimação ao Major Novaes para comparecer à Audiência em
Juízo.
1886 Major Novaes afirma que a
medição e demarcação da Fazenda do Lopes – vizinha da Fazenda Boa Vista -, são
nulas.
1888 O Comendador Tobias de Freitas
Novaes requer ao Juiz de Direito um “Mandato” para que o Major Novaes ofereça
seus embargos na causa da medição de terras. Representação que o Vereador Major
Novaes enviou ao Ministro da Justiça pela Câmara.
1889 O Major Novaes cobra na Câmara
o pagamento de aluguel de dois prédios de sua propriedade onde funciona uma
Escola. O Vereador Macedo contesta e o Sr. Joaquim Amélio Ferreira concorda com
o parecer. É instalada a Coletoria Estadual – o primeiro coletor Sr. Joaquim
Amélio Ferreira. O Vereador Major Novaes envia carta ao Ministro dos Negócios
da Justiça, Conselheiro Antonio Ferreira Vianna solicitando providências contra os “vagabundos, gatunos e
perturbadores” da ordem pública que se multiplicam com a liberdade dos
escravos; contra os assaltos nas lavouras e cereais e café. Reclama da falta de
“força” e pessoal que queira trabalhar como Inspetor de Quarteirão. Pede
providências enérgicas, restabelecimento de recrutamento para o Exército, a
criação de colônias militares nas fronteiras para onde deverão ser remetidos os
“desordeiros”. Pede a criação de Escolas Correcionais para os menores e
inválidos que vivem nas estradas “envergonhando o país”. Solicita a criação de
Bancos Agrícolas para auxílio dos lavradores. (Não considera o desemprego dos
negros libertos, agravado pela discriminação; pela chegada de mão-de-obra do
emigrante no Brasil – Note o resultado de uma Abolição sem planejamento, sem
programa de inclusão social).
1890
Ofício do Governo do Estado
(Prudente de Moraes Barros) ao Major Novaes comunicando que foram declaradas de
Utilidade Pública e desapropriados os terrenos da Estação do Cruzeiro. Corpo de
Delito requerido pelo Major Novaes ao Juízo Municipal da Vila da Bocaina.
1891 Criação do Distrito de Paz da
Estação do Cruzeiro. O Ato do Governo Provincial de 03 de Junho cria a Vila
Novaes (divide o Distrito em dois). Requerimento do Major Novaes ao Sub-
Delegado da Freguesia do Brás/SP para que se certifique ao inquérito, prisão de
José Bernardino Guimarães por ter roubado sua carteira com 200$000 na Estação
de Cachoeira.
1892 Comunicado do Sr. Deputado
Estadual Celestino Novaes avisando que no dia 26 de Fevereiro de 1892 a Fazenda
Boa Vista de propriedade de Major Novaes foi invadida por (quarenta e dois)
praças da Força Policial armada e embalada, com Ordem de Busca (?) do Dr. Chefe
de Polícia do Governo. Estavam presentes o Delegado e o Juiz Municipal do
Termo. O Sr. Major Novaes solicita e recebe licença para celebração de Missas e
outros Atos Religiosos na Capela de Santa Fortunata, Fazenda Boa Vista.
Protesto do Vereador Major Novaes contra a criação de uma Banca Eleitoral no
Entre Rios. O Decreto nº 45 de 18 de julho de 1892 revogou o decreto de criação
d Vila Novaes, retornando tudo como era antes. Até a morte o Major Novaes teria
lutado para recriar a Vila Novaes.
1895 Carta do Major Novaes ao
Marechal Jardim comunicando as ofensas e ameaças que vem sofrendo (?). Ofício
do sub-Delegado do Distrito de Cruzeiro intimando o Major Novaes a retirar os
cães bravios que estão no recinto da Estação e proibindo a sua presença.
1896
Concedida a autorização para a
construção da Igreja Matriz de São Sebastião e Sta. Cecília a rua 3. Nomeado o
Padre Ernesto Maria de Pina como pároco. Encontrada demolida a capela da Rua 2
restando apenas a cruz no local. Eram apontados como possíveis demolidores, a
Cia. Inglesa, concessionária da estrada de ferro ou a Comissão de Obras da
Igreja (referindo-se a edificação da primeira Matriz de Cruzeiro). Solicitação
de Tobias Freitas Novaes para o Sr. Juiz de Direito, intimando o Major Novaes
para audiência na causa que com ele contenda. O Major Novaes “Auto de Corpo
Delito” nas Matas do Pau D’Alho, km 10 da Estrada de Ferro Minas e Rio de onde
madeiras lavradas e roliças foram tiradas e despachadas para o Cruzeiro por
Manoel da Onça e Augusto P. Carvalho. Fundada a Loja Maçônica Cruzeiro Centra.
1897O Sr. João Batista de Freitas
Novaes solicita Corpo de Delito contra o Comendador Tobias de Freitas Novaes
por ter cortado pés de café e estragado currais pertencentes a seu pai. Em
Portaria de 22 de Julho de 87 o Bispo D. Joaquim Arcoverde Albuquerque
Cavalcanti transferiu definitivamente a Paróquia de N.S. da Conceição do
Cruzeiro para o povoado da Estação. O Padre Ernesto Maria de Pina é o executor
dessa transferência. 1898Morre
na Fazenda Boa Vista o Major Novaes.