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                           A Arte de escrever


A escrita pode ser considerada uma manifestação artística. A arte de escrever chama-se caligrafia, termo que vem do grego kalli, que significa belo, e grafia, que significa escrita.

Nas inúmeras culturas das civilizações, há diversos estilos de escrever um mesmo alfabeto e diferentes maneiras de representar a mesma letra.  

Há cerca de 3000 anos a.C., os egípcios talhavam desenhos que representavam objetos concretos em monumentos e tumbas. Esta forma de escrita é denominada hieróglifo, considerado o sistema mais antigo, sendo lido da direita para a esquerda.

Por volta do ano 800 a.C., surge o alfabeto grego, com 24 letras, entre elas "alfa" e "beta", que formam a palavra "alfabeto".

Os judeus usavam em suas escrituras o hebraico, língua dos hebreus, que possui 22 letras e que também é lido da direita para a esquerda.

As antigas caligrafias chinesas foram gravadas em osso e eram compostas de imagens pictóricas (relativas à pintura). Esta escrita é chamada de ideograma. Até hoje, na China, é considerada uma forma de arte decorativa, muito popular.

O alfabeto latino, composto por 26 letras, é o mais usado atualmente. Com a expansão da civilização cristã, ele conquistou toda a Europa e é o alfabeto que usamos na língua portuguesa.

O sistema braile é o alfabeto usado pelos cegos. Composto de 34 sinais em alto-relevo sobre papel muito suave, os cegos, com as pontas dos dedos, decifram o sentido das frases.


Instrumentos da Escrita


Há cerca de 30 mil anos, o homem fazia inscrições talhadas nas paredes das cavernas, para gravar fatos e mensagens. Com a tecnologia, a comunicação entre os homens se tornou mais fácil. Atualmente, as pessoas utilizam desde a simples caneta e o lápis até as teclas de um computador.

Por volta de 300 anos a.C., apareceu a primeira caneta feita com junco ou bambu, cuja ponta era talhada fina e embevecida em tinta.

Na Idade Média, surgiu a caneta feita por uma imensa pena de pássaro, onde o bico da pena era imerso em tinta. Os primeiros livros escritos na Europa foram de bico de pena.

O alemão Gutenberg, por volta do ano 1450, inventou a primeira "oficina impressora" com "tipos" móveis, cobertos de tinta. A prensa de Gutenberg revolucionou a impressão, tornando-a mais ágil. Mais tarde, Gutenberg aprimorou seu invento, modificando seus "tipos" móveis para metal, usado pela tipografia moderna.

Os anos passaram e em 1792, Conté aperfeiçoou o lápis, instrumento formado por uma ponta de grafite envolvida por madeira dura.

A partir de 1873, a empresa norte-americana E. Remington passou a vender uma versão da máquina de escrever de 1714, cuja patente foi concedida pela rainha da Inglaterra, Ana, ao engenheiro Henry Mill, mas que jamais foi produzida.

Em 1884, o também norte-americano Lewis Waterman inventou a caneta-tinteiro que armazenava tinta em um reservatório e que foi muito usada até bem pouco tempo.

Cinqüenta anos mais tarde, precisamente em 1938, o húngaro Laszlo Biro inventou a caneta que hoje conhecemos pelo nome "esferográfica", uma caneta descartável com ponta em forma de esfera no lugar do antigo bico.

Depois da Segunda Guerra Mundial, 1945, surgiu o primeiro computador. Um modelo que pesava trinta toneladas, lento e com uma linguagem bem complicada, nada parecida com o atual. Em 1961, a IBM lançou o primeiro mini computador, bem menor e mais rápido do que os ultrapassados computadores, só que ainda não tão acessíveis financeiramente. Mais tarde, recentemente, em 1982, foi lançado também pela IBM o primeiro computador pessoal, o conhecido PC, que se tornou bem popular, muito utilizado até mesmo pelas crianças, começando assim a era dos micros computadores.

Ortografia

Grafia é a técnica que representa por sinais a linguagem falada, palavras ou idéias, transformando essa linguagem em uma comunicação escrita e ortografia é parte do estudo dos fatos e das leis naturais que regulam essa comunicação escrita. Podemos então dizer que a ortografia é o modo de se escrever certo uma língua, ou ainda, é o conjunto das regras da escrita que auxiliam a escrever corretamente as palavras.

A grafia das palavras deve corresponder às exigências e características fonológicas da língua, respeitando sempre a origem da palavra.

Crianças até os 12 anos têm uma capacidade de aprendizagem da língua muito grande, o que acarreta na aquisição de automatismos que ficam por toda a vida. Sendo assim, caso haja, nesta faixa etária, aprendizagens incorretas, estas são absorvidas e interiorizadas podendo vir a manifestar-se espontaneamente quando solicitadas, mesmo que mais tarde a criança venha a saber qual é a forma correta, ou qual é a regra utilizada. Portanto, o erro deve ser corrigido o mais cedo possível, pois quanto mais tarde, mais profundamente estará enraizado e mais difícil será de eliminá-lo.

A leitura freqüente e diversificada desenvolve a capacidade vocabular e ortográfica da criança. Ao saber das regras ortográficas e de como relacionar a palavra com outras da mesma família, a criança consegue escrever frases em que utilize essa palavra e entenderá mais tarde que só se aprende a escrever, escrevendo!

O sistema ortográfico brasileiro vigente tem por base o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia das Ciências de Lisboa, de 1945, sendo que em 1971 e 1973 foram feitas, por Portugal e Brasil, harmonizações importantes, com a eliminação de acentos gráficos responsáveis por 70 por cento das divergências entre as duas ortografias oficiais.

Em uma nova tentativa de uniformizar as normas ortográficas usadas pelos países de língua portuguesa surge o Novo Acordo Ortográfico, ou Acordo de 1990, que já foi assinado entre os países Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe. Somente Portugal, Brasil e Cabo Verde tiveram a aprovação final, mas o novo acordo ainda não entrou em vigor em nenhum dos países. Este acordo é mais simples do que o Projeto anterior de 1986. Deixa praticamente intactas as regras dos acentos gráficos; faz uma introdução simplificada nas regras do hífen; e, principalmente, apresenta uma sistematização considerável em todas as Bases.

Criptografia

É a arte de escrever em cifra, ou seja, transforma um texto legível em um texto codificado. O objetivo desta escrita é evitar que um texto sigiloso, contendo informações importantes, ao passar por mãos erradas, seja compreendido pela pessoa que o intercepte, tornando-o seguro, pois somente o destinatário real terá capacidade de decodificar a mensagem.

É com essa forma de escrita que funcionam na Internet as páginas seguras (secure http) que enviam informações sigilosas, como as páginas de compras on-line e de home banking.

A criptografia pode ser apresentada de duas formas:
Simétrica: Para codificar e decodificar a mensagem é usado o mesmo código (chave) e portanto, é fundamental que as pessoas que utilizam esse tipo de escrita combinem juntas qual o código (chave) a ser usada.
Assimétrica: O código (chave) usado para codificar e decodificar uma mensagem são diferentes, criando-se o conceito de chave pública e chave privada. A chave pública é uma chave livremente distribuída e serve apenas para criptografar os dados e a chave privada é utilizada para decriptografar esses mesmos dados.

Dessa forma é possível por exemplo, que a pessoa divulgue a sua chave pública na Internet para que qualquer um mande uma mensagem codificada para essa pessoa, mas como ela é a única que possui a chave privada, somente ela será capaz de decodificar esta mensagem.

Logo, a chave privada deve ser bem guardada, e jamais divulgada a ninguém.

Estenografia

Do grego "escrita coberta", consiste em fazer com que uma mensagem seja camuflada, mascarando a sua presença. Ao contrário da escrita criptográfica, que procura esconder a informação da mensagem, a esteganografia procura esconder a existência da mensagem através de artifícios.

Tomando como exemplo de método esteganográfico, temos o sistema monetário da Suiça. Conhecida por sua discreção e pela segurança que oferece a investidores, precisa também oferecer um alto grau de segurança quanto à autenticidade de sua moeda. Ao analisar uma nota de 50 francos podemos verificar as diversas tecnologias utilizadas.

Formas de expressão da escrita

S
ão aquelas em que o objetivo da expressão não é apenas o estilo literário de expressar idéias, mas fazê-lo de forma artística, pois o redigir, na maior parte das vezes, implica não somente a técnica como a arte.

Podemos distinguir, dentro de um critério de possibilidades, duas formas de expressão da escrita:

- as formas diretas: inclui a crônica, o discurso, as memórias, o diálogo e a carta;
- as formas indiretas: são as formas de ficção (como o conto, a novela e o romance), as formas poéticas ou as dramáticas.

Dentro dessas duas formas, encontramos estruturas que servem de modelo para uma ou outra. Assim, tanto num romance como em uma carta, pode-se ter descrições; tanto num conto como num trecho de memórias, pode-se ter narrações.


Escrita pictográfica

A escrita pictográfica parece ter sido a origem de todas as formas de escrita e sucessora direta das primeiras formas de arte figurativa.
Começou a ser usada para identificar objetos _ escrevia-se usando uma figura para cada objeto _ e, também, representar uma idéia abstrata.
Este tipo de escrita, apesar do grande número de simbolos que a compõem, pode ser utilizada para qualquer língua falada.

Ideográfica

Provavelmente, a escrita ideográfica evoluiu a partir de formas da escrita pictográfica, pois consiste em representar, através de signos pictóricos, não somente objetos e idéias, mas também os sons com que tais objetos ou idéias eram nomeados no respectivo idioma.
Os mais antigos vestígios de escrita ideográfica provêm de Sumer (baixa Mesopotâmia), cuja a sua escrita dispunha quase de 20 000 ideogramas.
Outro exemplo de escrita ideográfica, nos tempos de hoje, são os caracteres chineses, uma das mais antigas formas de escrita, que, devido à resistência prolongada da China a influências externas, nunca evoluiu para uma outra forma de escrita.

Cuneiforme

A escrita cuneiforme, utilizada até a era cristã por vários povos que habitavam o antigo Oriente Médio e que falavam línguas diversas na sua estrutura (cita-se, entre outros, os idiomas sumério, acádio e hitita), tem sua origem na escrita ideográfica e fonética, em que cada um desses mesmos signos ideográficos passam a representar o som correspondente desses objetos. Sendo assim, o sistema de escrita cuneiforme é uma mistura de caracteres e símbolos para letras e sílabas e consiste em desenhar figuras e objetos com pressões sucessivas feitas com uma haste de madeira talhada em forma de cunha (daí o nome cuneiforme) em pequenos tijolos ou ladrilhos de barro. O "alfabeto" possui cerca de 600 símbolos, em que normalmente são dispostos de cima para baixo em colunas colocadas da direita para a esquerda. Em peças maiores, pela impossibilidade dos escribas manobrá-las com a mão esquerda, a direção da escrita e a disposição das colunas são modificadas, as linhas passam a ser horizontais e as varias letras seguem a direção da esquerda para a direita.

A escrita  Alfabética

A escrita passou por um longo processo de evolução, até chegar nos sistemas alfabéticos utilizados atualmente: o sistema de escrita ideográfica foi gradualmente direcionado para o fonetismo (sistema onde as palavras passaram a ser decompostas em unidades sonoras), aproximando a escrita de sua função natural que é a de interpretar a língua falada. Durante essa transformação, o Homem percebeu que ao decompor o som das palavras, essas se reduziam a unidades justapostas, mais ou menos independente umas das outras e, nitidamente, diferenciáveis. Surgem, então, dois tipos de escrita:
- silábica: fundamentada em grupos de sons
- alfabética, onde cada sinal corresponde a uma letra.
Mas, foi a partir da criação do alfabeto fenício (constituído por vinte e dois signos que permitiam escrever qualquer palavra), que a escrita alfabética se expandiu. Amplamente divulgado pelo mundo antigo, o alfabeto fenício inspirou outros povos a criar seus próprios alfabetos, como os gregos, que aperfeiçoaram e ampliaram essa escrita, a qual passou a ser composta por vinte e quatro letras, divididas em vogais e consoantes.
A partir de 720 a.C. aparecem os primeiros documentos (em argila) escritos na linguagem alfabética.

                                                  Fonte: www.edukbr.com.br

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