Afresco é uma técnica de pintura feita em paredes ou tetos
rebocados enquanto a argamassa ainda está úmida. As tintas ou pigmentos usados
que devem ser misturados com água são moídos ou granulados, para facilitar a
penetração na superfície. Duas são as dificuldades encontradas neste tipo de
pintura, a secagem rápida, pois a tinta não se fixa no reboco seco e a
dificuldade em fazer correções. O reboco do afresco descora muito os tons,
sendo assim os melhores resultados obtidos com cores suaves e foscas. A pintura
de afresco atingiu seu maior desenvolvimento entre os séculos XIII e XVI, tendo
a Itália como seu grande centro. Entre os pintores destacam-se Giotto e
Michelangelo.
Aquarela A aquarela é feita de pigmentos combinados com cola e água,
de preferência sobre suporte de papel ou pergaminho. Os aquarelistas usam
pincéis macios e conseguem traçar longas linhas e fazer aguadas, que são
típicas desta técnica. Pela rápida secagem da tinta, o artista pode passar
rapidamente uma pincelada sobre a outra para produzir diferentes efeitos de
cor. As aquarelas eram usadas para decorar muros e objetos no Egito Antigo e na
Europa durante a Idade Média. Esta técnica teve o seu apogeu com a obra do
pintor Albrecht Dürer.
Carvão O carvão usado para técnica de pintura é considerado um dos
materiais mais antigos. Podemos confirmar sua utilização nas pinturas
rupestres, muito antigas. É usado também para fazer esboços, jogos de luz e de
sombra. O carvão é resultado da queima do caule de plantas como o salgueiro ou
a tília.
Leonardo da Vinci produziu co sucesso:
"A Virgem e o menino com Santa Ana e S. João Baptista."
Carvão e pedra branca s/ papel.
Colagem Elaborar trabalhos de artes utilizando a mistura
de materiais não é privilégio da arte popular, do artesanato... a colagem é uma
técnica que faz uso dessa mistura e tem seu lugar na história da arte.
A Colagem é uma técnica não muito antiga, criativa e
divertida, que tem por procedimento juntar na mesma superfície duas ou mais
imagens, cada uma de origem diferente da outra.
Os primeiros artistas a utilizarem essa técnica foram Pablo
Picasso e Georges Braque, por volta de 1912. Eles colavam diversos materiais em
suas pinturas a óleo. Depois de algum tempo, vários deles começaram a misturar
imagens impressas de todo o tipo, desde rótulos até gravuras. Max Ernst fazia
criativas colagens a partir de ilustrações de jornais e revistas ou juntando
coisas, inventando criaturas e ambientes estranhos.
Outro artista importante que desenvolveu a técnica da
colagem como arte foi Henri Matisse. Ele chamava essa técnica de
"desenhando com tesouras". A técnica consiste em cortar figuras em
papéis coloridos. O resultado são composições simples, mas muito bonitas, que
acabou influenciando muitos outros artistas depois dele.
Pop Art - pintura e serigrafia Avançando um pouco mais na história, por volta da década de
60, surge a pop art, movimento que mistura imagens populares de propaganda,
como caixas de sabão em pó com outras imagens, usando pintura e serigrafia.
Robert Rauschenberg, artista plástico, atuante até hoje, fez muitos trabalhos
desse tipo.
“Cusiosidade” Antes mesmo dessa inovadora técnica existir, surgiu em 1880
a fotomontagem, técnica que consiste em capturar várias imagens na mesma chapa
em momentos diferentes. Assim criava-se um rosto com uma árvore na testa, uma
paisagem com prédios no céu etc. Com a chegada dos computadores, muita coisa
pôde ser criada dentro deste estilo. A propaganda é, hoje em dia, a que mais se
beneficia deste recurso. Por muitas vezes mal percebemos a origem das imagens,
tal a aparência de verdadeira que possuem.
Eucáustica A encáustica é uma técnica de pintura , na qual
o artista mistura cores em uma cera aquecida e derretida. Esta cera é aplicada
na superfície a ser pintada; como é de secagem rápida, usa-se também colocar
uma lâmpada ou outra fonte de calor sob o suporte da pintura; o calor amacia a
tinta de cera, permitindo que o pintor obtenha vários efeitos de cor e textura.
A encáustica era uma técnica muito usada na Grécia desde o século V a.C. até o
século IX d.C., quando caiu em desuso. A reconstituição desta técnica foi
possível em 1845, quando foi descoberta uma caixa de pintura encáustica no
túmulo de um pintor em uma cidade francesa. Por não se deteriorar facilmente, a
pintura permanece perfeita por vários anos. São famosos os retratos de múmias
com este tipo de pintura. A palavra encáustica vem do grego, egkaustiké, que
significa queimado.
Gravura A gravura é uma técnica de impressão que permite
multiplicar a imagem quantas vezes for preciso.
Existem muitos tipos de gravura, mas o princípio é o mesmo
do carimbo. Consiste em fazer a imagem numa matriz, dar-lhe uma demão de tinta
e, depois, pressioná-la sobre uma folha de papel. Essa técnica permite fazer
várias cópias de uma mesma imagem.
A técnica da gravura foi inventada pelos chineses, por volta
do ano 200. As primeiras impressões encontradas retratam a imagem de Buda.
Durante a dinastia Han, eles faziam selos para autenticar documentos e usavam
pequenas peças planas de jade, ouro, prata ou marfim, nas quais eram esculpidos
ideogramas em baixo-relevo. Cobertas de uma tinta vermelha e pressionadas sobre
papel, faziam aparecer os sinais em branco.
A primeira técnica de gravura surgida no Ocidente, no século
XIV, é a Xilogravura, técnica simples que consiste apenas em desbastar da matriz
de madeira as áreas que não desejar imprimir, usando instrumentos cortantes
adequados. No fim do século XIX, essa técnica influenciou artistas como Van
Gogh, que se encantou com essa arte.
Outras técnicas surgiram mais tarde, como a Gravura em
metal, geralmente usada para reproduzir desenhos, linhas finas e texturas, e a
Litogravura, gravura em pedra baseada no princípio químico de que a água e o
óleo não se misturam.
Os Japoneses se tornaram mestres na arte da gravura. A
técnica utilizada por eles era a xilogravura. Paisagens coloridas retratando
cidades como Tóquio tornaram-se símbolos do país. Estas gravuras ficaram
conhecidas pelo nome de ukiyo-e.
HENA
A hena é uma substância marrom avermelhada feita das folhas
secas de sua planta. Há indícios de que a hena era usada pelo povo da era
neolítica, para enfeitar suas mãos. Seu uso foi desenvolvido e difundido
através de séculos em mais de 60 países. O uso da hena como arte tem mais de
uma origem; as pessoas descobriram sua planta e a usaram de acordo com suas
tradições, necessidades e crenças. A pintura corporal com hena é usada para
tatuagens não permanentes. Como decoração, este material é usado em lanternas
marroquinas, e a hena é aplicada a mão livre em peles de cabra costuradas em
armações de ferro para criar uma forma sutil de iluminação. Para ser usada,
suas folhas secas devem ser amassadas e misturadas com um pouco de açúcar e
limão.
Têmpera É um termo usado para tintas opacas à base de
água, mas aplica-se também a uma técnica que usa gema de ovo como aglutinante.
Os quadros são feitos sobre madeira ou pasta de madeira com base de gesso. A
tinta seca quase imediatamente formando uma superfície à prova de água, e por
sua secagem rápida as pinceladas não se misturam com facilidade. O artista cria
os tons da pintura com finas pinceladas aplicadas umas sobre as outras, que
produzem um efeito de sombra; os contornos são nítidos, os tons brilhantes e as
cores sólidas, secas e não racham ou amarelecem. Para proteger a pintura, os
artistas passam uma camada de verniz depois de pronta. A têmpera é uma técnica
que já era usada por egípcios, gregos e romanos. Alcançou o maior
desenvolvimento na Europa entre os séculos XIII e XVI, época em que se destacou
Carlo Crivelli. Entre os pintores contemporâneos que usaram este tipo de
pintura destaca-se o americano Andrew Wyeth
Faça Arte
Massa
de modelar 300gr · 2 xícaras de farinha de
trigo
· ½ xícara de sal
Jogar água aos poucos (pouco menos de 1 xícara de chá), até o ponto de
modelagem. Colorir com corante e guardar na geladeira.
Massa
de modelar colorida · 1 kg de farinha de
trigo
· ½ kg de sal
· 1 pacote de suco em pó
· água para dar o ponto
Misture bem todos os ingredientes, até o ponto de modelagem
Plastilina · 5 partes de cera de
abelha
· 10 partes de farinha de
arroz
· 3 partes de banha
· ½ colher (café) de
anilina doce
Misturar bem a farinha com a banha, utilizando uma espátula. Juntar a cera
derretida (em banho-maria) e, finalmente, a anilina doce. Amassar bem até
formar uma massa bem uniforme.
Massa
de jornal
Cortar ou picar jornal em pedaços pequenos e deixar de molho em vasilha com
água fervendo por meia hora.
Escorrer a água e espremer bem a massa com as mãos. Misturar essa massa já fria
a um mingau de farinha de trigo, acrescentando uma colher de Lysoforme.
Amassar bem a mistura até soltar dos dedos. Com essa massa pode-se modelar
objetos que, depois de secos, podem ser pintados com tinta esmalte ou verniz
transparente.
Massa
com sal · 500 g de maisena
· 1 colher (café) de óleo
· corante vegetal
· 100 g de sal água (suficiente para
formar uma pasta)
Levar a massa ao fogo brando, mexendo sempre e acrescentar o óleo e o corante.
Utilizar como as demais massas.
Cola
tudo
Bater a clara de um ovo até o ponto de neve.
Adicionar uma colher de cal virgem.
Colocar em um vidro de boca larga.
É uma cola resistente, útil para a colagem de peças numa montagem.
Cola
de arroz
Cozinhar, em fogo brando, farinha de arroz dissolvida com água fria, deixando
engrossar o suficiente.
Após a secagem torna-se branca.
Anilina
doce (1)
· anilina doce dissolvida
em água (líquida ou em pó)
· 1 colher (chá) de gesso
· 1 colher (chá) de goma
arábica
Misturar tudo, obtendo assim a tinta desejada.
Anilina
doce (2)
· ½ garrafa de álcool
· ½ garrafa de vinagre
· 100 g de pedra-ume em
pó
· 100 g de goma arábica
em pó
· 10 colheres (chá) de
açúcar cristal
· 10 colheres (chá) de
sal fino
· 3 colheres (chá) de
anilina doce
Misturar tudo, obtendo assim a tinta desejada.
Tintas
vegetais
Verde
Bater no liquidificador um pouco de água e folhas de espinafre (pode-se
espremer um espremedor ou mesmo em um pano fino). Magenta
Procede-se da mesma forma que a citada anteriormente, utilizando beterraba
cozida. Alaranjada
Procede-se da mesma forma que a citada anteriormente, utilizando cenoura
cozida, ou ainda sementes cozidas de urucum.
Tinta
tipo guache
Misturar:
· 2 colheres (sopa) bem
cheias de corante (pó xadrez ou equivalente)
· 2 colheres (sopa) de
goma arábica
· 2 colheres (sopa) de
água
Se o pó ficar em suspensão, juntar 1 colher de sopa de álcool para acabar de
dissolvê-lo.
Experimente a tinta, passando o pincel sobre uma folha de papel poroso (para
secar logo).
Se a tinta estiver soltando, juntar mais uma colher (sopa) de goma arábica, e
se estiver áspera, juntar 2 gotas de glicerina.
Tinta
guache · 2 colheres (sopa) de
tinta em pó, solúvel em água
· 1 colher (chá) de gesso
· 1 colher (chá) de goma
arábica
· água (o necessário)
Misturar bem a tinta com a goma arábica, juntando aos poucos a água e por
último o gesso.
Tinta
para pintura a dedo
Misturar:
· 2 xícaras de farinha de
trigo
· 2 xícara de açúcar
· 1 xícara de maisena
Adicionar água fria até formar uma pasta.
Derramar a água fervendo sobre a pasta até que engrosse e fique clara.
Adicionar têmpera ou corante vegetal. O açúcar tem a finalidade de dar à
pintura um efeito brilhante.
Tinta
base para fantoche
Misturar:
· 1 tablete de cola-peixe
· 2 copos de água
Deixar de molho durante 12 horas.
Cozinhar a solução em banho-maria.
Ao ficar leitosa, deixar esfriar e pôr alvaiade até formar um mingau ralo.
Essa tintura é utilizada como base no fantoche, antes de pintá-lo.
Tinta
de papel de seda ou crepom (substitui o nanquim)
Deixar em infusão num recipiente durante 48 horas:
· 1 colher (sopa) de
álcool
· 1 xícara (café) de água
· 1 folha (amassada ou
picada) de papel de seda ou crepom de tamanho equivalente, de cor bem viva
Coar e guardar em vidro bem fechado.
Fixador
para carvão e giz
Misturar:
· 2 colheres (sopa) de
breu em pó
· ¼ de litro de álcool
Deixar dissolver. Utilizar em um frasco plástico pulverizador.
Caso não
seja encontrado qualquer um dos ingredientes acima, procure por um similar para
substituir.