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O Grupo Cultural Seguidores de Zumbi foi formado em Setembro de 1995, por ocasião do tricentenário da morte do “Herói Negro Zumbi”, líder libertário do Quilombo dos Palmares, assim reconhecido naquele ano, por Decreto Federal.     

Inicialmente contava com dezessete pessoas, sendo cinco os coordenadores: Oswaldo Paes, João Alberto Vieira, José Roberto da Costa, Paulo Roberto da Conceição e Naida Cortez.   

Atualmente tem cento e quarenta e dois inscritos: representantes de entidades religiosas de matriz afro, instrutores de Capoeira, dirigentes de Ongs, professores, estudantes, artesãos, membros da 3ª. Idade e muitos simpatizantes. São eles os multiplicadores. Aberto a participação de todos, o Grupo define-se como multirracial, suprapartidário e inter-religioso. Sem fins lucrativos.    

Objetivos: Pesquisar e divulgar a “verdadeira história”, a cultura e os valores afro-brasileiros; preparar homenagens cívicas; organizar exposições; proferir palestras visando a elevação da auto-estima dos afro-descendentes; estabelecer intercâmbio cultural com outras entidades de matrizes africanas; manter atualizada a Comunidades Negras de Cruzeiro e região no que diz respeito a legislação e aos avanços; promover contato com órgãos governamentais e Ongs propondo políticas públicas de reparação da dívida histórica que o país tem para com os negros, ações afirmativas de inclusão social do afro-descendente.   

O Grupo participa ativamente do Movimento Afro Nacional e Internacional.   
Tem como princípio a busca da Igualdade de Oportunidades, da Justiça Social.  Posiciona-se contra qualquer forma de discriminação: de gênero, de raça, de orientação sexual ou religiosa, de classe social, de opressão, de exclusão, de xenofobia.   

Os Seguidores de Zumbi reúnem-se mensalmente e não trabalham apenas nos meses de maio e novembro. Como missionários, os multiplicadores passam informações aos interessados todos os dias de todos os meses do ano, incentivando a criação de outros grupos em outras cidades; apoiando as iniciativas culturais afros; divulgando a legislação que penaliza o racismo, a discriminação.                       

O Grupo Cultural Seguidores de Zumbi é um grupo da Unic - União Cruzeirense para Apoio Social e Desenvolvimento da Cultura, e tem como “Marco Inicial do Movimento Afro na cidade de Cruzeiro”, o monumento e busto de Zumbi, inaugurado em 20 de novembro de 1995 – Dia da Consciência Negra – na praça Antero Neves Arantes, em frente ao prédio anexo a E.E. Oswaldo Cruz.  

“A história que contamos é a verdadeira porque é a história do oprimido e não a - oficial - do opressor. É a história do dominado e não a do dominador. Nos posicionamos contra os que negam a importância e o protagonismo dos negros, do povo brasileiro. Somos Seguidores de Zumbi porque queremos direitos realmente iguais e liberdade para todos, como ele queria. Não aceitamos a tripla algema que tenta nos impor o eurocêntrismo das classes dominantes: a minimização das injustiças; a negação da cultura afro e dos saberes populares; e a manutenção da invisibilidade dos descendentes dos heróis anônimos que construíram o Brasil. Entendemos que se cortarmos as folhas e os galhos de uma árvore ainda assim ela viverá, mas, se arrancarmos suas raízes ela morrerá. O que fazemos não é novidade, é histórico, - resistimos! Protegemos a raiz conscientizando. Tornamos visíveis os mecanismos de manutenção do dominador que tem como instrumento eficiente, diversas formas de exclusão, inclusive o racismo - que nunca foi “Cordial” como quis nos convencer Gilberto Freyre - Casa Grande e Senzala -. A história oficial assim como a democracia foi criada e é mantida pela e para a classe média alta que sempre usará de justificativas, subterfúgios, para explicar o massacre de lideranças populares. Nós cuidamos das raízes,  não deixamos que morram como querem os dominantes, e isso é tudo." ... "Na verdade, algo de Palmares está vivo no meu sangue ... Zumbi Vive! Eles não venceram porque somos a liberdade e a liberdade não morre.” -
                                                                             Naida Cortez

                                                                            Coordenadora
 

Saiba mais em:

         Estudo sobre racismo
         Calendário Afro
         Veja o Álbum de Fotos

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